" Queria ter sabedoria para saber e poder explicar qual é o momento mágico da euforia de um gremista: Seria na vitória em um clássico com gol aos 47 minutos do segundo tempo? No gol feito por Yura aos 14 segundos do GRENAL 233, no Estádio Olímpico, no dia 14 de agosto de 1977(no final deu GRÊMIO 2x1)? Na conquista da 1ª Libertadores em 1983? Ser Campeão Mundial e ganhar a Taça Toyota (com muito orgulho) em 1983? Fazer parte de um corpo único, durante o tempo que for necessário, cantando, pulando, chorando e se arrepiando, dentro do Estádio Olímpico, ajudando o GRÊMIO a mais uma vitória? Realizando um sonho simples e grandioso?
Não é nada disso. É tudo isso. É muito mais.
Não existe o momento mágico. Existem momentos mágicos.
Existe o GRÊMIO, apenas o GRÊMIO, somente o GRÊMIO, tudo é GRÊMIO.
Existe a paixão gremista.
A minha busca é a busca intelectual do “irracional” para entender e medir essa paixão. É a paixão. É definida. É definitiva.
A paixão pelo GRÊMIO não é para se entender.
A paixão gremista é para se viver.
Plenamente.
Completamente.
Euforicamente.
Perpetuamente.
A paixão gremista não é para se medida.
A paixão gremista é “apenas” infinita.
O GRÊMIO “apenas” habita (ocupa, faz morada e não paga aluguel) num pedacinho de cada corpo de milhões de anônimos. Milhões de pedacinhos de corpos que se unem em sintonia perfeita (ou será uma sinfonia?) onde cada um toca/executa seu sentimento. São milhões de sentimentos, em milhares de locais, e cada um consegue sentir, e cada um consegue doar o seu sentimento ao todo, e cada um sente que é o todo. Isso é simplesmente “indescritível”.
São corpos arrepiados;
São pulos sincronizados;
É o grito que sai arranhando e machucando a garganta;
É o choro;
É a alegria;
É a loucura;
É o stress indo embora;
É a vida vivida que vale a pena viver;
São momentos inesquecíveis;
É a paixão, não procura entendê-la;
Apenas viva;
Apenas sinta;
Apenas se arrepie;
Apenas pule;
Apenas grite;
Apenas chore.
Não procures o mais gremista.
Não existe.
Não existe o mais louco o mais fanático.
Não existe o mais doente.
Cada um é o mais...
Cada um anônimo na multidão é...
Mais...
É mais do seu JEITO;
É mais com seu AMOR;
É mais com seu GRITO;
É mais com sua CAMISETA TRICOLOR, ou BRANCA, ou AZUL ou PRETA;
É mais com sua BANDEIRA;
É mais com seu CHORO;
É mais com sua PROMESSA;
É mais com sua CONFIANÇA;
É mais com seu CANTO;
É mais com sua REZA;
É mais com seu PULO;
É mais com seu OLHAR;
Somos, cada um de nós...
Mais...
Fazendo a nossa parte, “apenas” nós, contribuindo para a imortalidade de GRÊMIO. Cada um de nós é “apenas” um gremista. Sou toda gremista. Somos todos “apenas” gremistas. Ser “apenas” um gremista é “apenas” tudo. Somos milhões, “apenas” milhões.
Não chega? Chega.
Não basta? Basta.
Está de muito bom tamanho.
Somos gremistas, somos privilegiados.
Simples assim."
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